Um video sobre surf numa piscina com ondas pintou nas redes sociais. Todo mundo gostaria de ter uma daquelas no seu playground. Menos de um mês depois de ter visto o video, estava eu à caminho de Dubai à trabalho. Tive um feeling que a tal piscina com ondas poderia ser nos Emirados. Pelo Youtube descobri que ficava em Al Ain! Bingo! Porém, cento e setenta quilômetros de distância de Dubai. Resolvi partir com tudo. Cheguei na madrugada, por volta das 2h da manha. Saindo da Noruega, levei minha sunga e bermuda. A prancha estaria disponível no parque aquático. Esqueci de colocar na mala os óculos escuros, boné e protetor solar. Por sorte, ao invés dos tradicionais 40 graus, o domingo amanheceu com sol e temperatura de 26 graus (nada mal). Deixei a página inicial do site no iPad, e depois do café da manha, desci sozinho para pegar um taxi. Nem comentei da escapada com os noruegueses. Já sabia que eles nao topariam mesmo! O cara do hotel me convenceu a ir com a BMW do hotel, ao invés de taxi comum. Fechamos o valor da ida. Eu comandava o sistema de audio do carro através do bluetooth do iPad (valeu 15 reais a mais que paguei por hotel). Dos arranha-céus magnificos de Dubai rumo ao deserto. Os 170 km passaram em uma hora e meia. Chegamos no Wadi Adventure pouco antes das 13h. Aconselhado pelo site, fiz minhas reservas para as 14 e 16 horas. Um hora de bateria por cerca de 50 reais (mesmo valor da entrada). Na hora de pagar os 320 dihrans ao motorista, e propôs esperar e me trazer de volta a Dubai. A proposta foi de 700 dihrans (320 + 320 + 60 de lanche). Eu ofereci 600 pratas. Ele nao entendeu o por quê de eu querer pagar menos, e ponderou que o negócio era justo. Eu disse que se ele voltasse àquela hora, voltaria sozinho, gastaria gasolina, e nao ganharia nada. Mas se esperasse, colocava mais 280 dihrans no bolso. Ele ligou pro hotel, e depois de falar com seu chefe, aceitou a proposta. Falou que eu seria um belo comerciante. Mal sabia ele qual é minha profissão nos dias de hoje. Rs. Como domingo é dia útil no mundo árabe, o parque estava vazio. Apenas dois surfistas estavam no horário das 13h. As instalações era bem maneiras. Vestiário moderníssimo e super limpo. Fui escolher a prancha. No meio de um monte de prancha enorme e bem grossas, estavam dois foguetes. Pertenciam ao instrutor. Ele emprestou "na boa" sua segunda prancha. Uma 5'11" bem larga com bastante volume. Eu falei que era da geracao antiga. Aquela geracao que nao aprende a dar aéreo nem por um decreto. Ele riu...
Na bateria das 14h teriam quatro surfistas. Um francês, um Holandês, mais um brasileiro (Cristiano do Rio Grande do Sul) e eu. O instrutor falou um pouco como funcionava o esquema da piscina. Disse que na primeira meia-hora rolariam as esquerdas, e que na parte final serias as direitas. Esquema de fila, comum nos barcos de surf. Alertou-nos sobre o posicionamento, e que quanto mais perto da parede, mais em pé o drop.
Quando a onda vem você nao acredita que é uma esquerda! Ela entra meio torta. Mas aí é a hora de remar com tudo!
Vou te falar....a brincadeira é SHOW!
Deu para pegar 7 ondas na primeira hora.
Uma pena que meu cartão de memória da filmadora estava cheio. Fiquei revoltado quando o instrutor, que tinha se disposto a filmar, veio correndo pela borda da piscina com a má notícia.
Quando acabou a primeira bateria, foi a hora de bater um rango, e apagar os videos antigos da filmadora.
Na bateria das 16h, havia 5 pessoas, sendo um deles bem muleque (Neo-zelandês) e um outro bem iniciante (mal entrava nas ondas). O mulequinho era um verdadeiro rato! Remava nas ondas dos outros...queria voltar pra vez depois de nao conseguir entrar na onda, etc.
Mas ele deu uma dica boa! Trocamos as esquerdas e direitas, pelo "A-frame", que quebra no meio da piscina, proporcionando uma onda para 2 pessoas. A fila andava mais rápido obviamente. O tempo entre as ondas é o mesmo (90s). A ondinha é um pouco mais rápida, e a parede aproxima-se com velocidade. E assusta! Hehehe.
Ainda nos revezamos com uma cÂmera, filmando as ondas do inside.
E dei sorte de o Holandês ter assumido a minha filmadora.
As piscinas com ondas tem sido fechadas em vários lugares do mundo, por falta de verba. A manutenção é cara, e a maioria dos surfistas se recusa a pagar para surfar.
A onda é marola, a prancha funciona diferente na água doce, mas eu achei que valeu muito a pena!
Voltarei com certeza.
Podem me chamar de surfista de piscina agora.
VIDEOZINHO:
http://vimeo.com/37437166
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